quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A BUSCA DO ÊXITO




 Ouvia um programa de televisão e o comentarista falava sobre os meios e recursos para se alcançar pleno sucesso na vida. E para ele sucesso na vida limitava-se apenas à vida material.
            Fiquei meditando algum tempo como o pragmatismo egoísta envolve as pessoas e elas pensam apenas em ter coisas materiais. O  êxito não é alcançável apenas por coisas materiais, que são importantes, mas, também, e sobretudo  pelos valores espirituais.
            Não há dúvida de que todas as pessoas desejam o êxito, ou seja, encontrar o sucesso em suas realizações.
            Muitos são os caminhos, hoje, indicados para o sucesso.
            Já se tornou um dístico a frase: Não desista dos seus sonhos!
            O êxito é apresentado através de muitas formas.
            Mentalização do objetivo.
            Orações miraculosas.
            Tornar-se um “apadrinhado” de Deus.
            Confiar em si mesmo.
            Acreditar na “conspiração do universo” a seu favor.
            Pois é, porém para encontrar o êxito é preciso saber usar os elementos para tal.
            O  instrutor André Luiz oferece as seguintes reflexões:
            “O êxito espera por você, tanto quanto, vem exaltando quanto lhes alcançaram as diretrizes.
            Largue qualquer sombra do passado ao chão do tempo, qual a árvores que lança de si as folhas mortas.
            Não se detenha, diante da oportunidade de servir.
            Mobilize o pensamento para criar vida nova.
            Melhore os próprios conhecimentos, estudando sempre.
            Saliente qualidades e esqueças defeitos.
            Desenvolva os seus recursos de simpatia e evite qualquer impulso de agressão.
            Se você pode ajudar, em auxílio de alguém, faça isso agora.
            Enriqueça o seu vocabulário com boas palavras.
            Aprendendo a escutar, você saberá compreender.
            A melhor maneira de extinguir o mal será substituí-lo  com o bem.
            Destaque os outros e os outros destacarão você.
            Viva o presente, agindo e servindo com fé e alegria, sem afligir-se pelo futuro, porque, para viver amanhã, você precisará viver hoje.
            Habitue-se a sorrir.
            Recorde que desalento nunca auxiliou a ninguém.
            Não permita que a dificuldade lhe abra porta ao desânimo porque a dificuldade é o meio de que a vida se vale para melhorar-nos em habilitação e resistência.
            Ampare-se amparando os outros.
            Censura é uma fórmula das mais eficientes para complicar-se.
            Abençoe a vida e todos os recursos da vida onde você estiver.
            Nunca desconsidere o valor da sua dose de solidão, a fim de aproveitá-la em meditação e reajuste das próprias forças.
            Observe: todo tempo é tempo de Deus para restaurar e corrigir, começar e recomeçar.
            Nessas reflexões André Luiz não apresenta apenas elementos para o êxito na vivência da vida material.
            Os livros, artigos, vídeos apresentam, geralmente, meios para se conseguir o êxito na vida material, que se traduz por dinheiro, poder, prestígio e posse de bens materiais.
            Dentro de alguns anos eles desaparecerão ou estarão em outras mãos.
            Os elementos mentais e espirituais que ele apresenta se projetam também pela continuidade da vida, na sua dimensão espiritual, com base  nos princípios de equilíbrio,  justiça e  amor.
            Assim ele apresenta os ingredientes do êxito duradouro: não alimentar pensamentos negativos, trabalhar, criar vida nova, melhorar os conhecimentos, saber enxergar qualidade no “outro”, aprender a escutar, substituir o mal pelo bem, viver o presente sem se afligir com o futuro, sorrir, não desanimar, ajudar o “outro”, não desanimar, não destacar apena o “negativo”, abençoar a vida, aproveitar a solidão para meditar e reequilibrar as próprias forças
            Alerta, por final, que todo tempo é de Deus e Ele no-lo dá para que possamos: corrigir, restaurar, começar e recomeçar.
            Vivenciando esse programa, como não ter êxito?
            Óbvio: é um desafio! Vale a pena  enfrentar? Você decide!



quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

APROVEITEMOS O TEMPO



            A Doutrina Espírita  diz-nos que o espírito é criado por Deus como um ser simples e ignorante.
            Simples porque a sua personalidade ainda não é complexa, como, por exemplo, comparando a personalidade de uma criança recém-nascida e a personalidade de um adulto.
            Também no seu início é um ser ignorante porque a vivência e as experiências da vida ainda não lhe conferiram  conhecimentos na áreas intelectual, emocional e sentimental.
            De se dizer, ainda, que os aspectos: filosófico e religioso do Espiritismo esclarecem que todos os espíritos, embora criados simples e ignorantes, deverão alcançar a perfeição que o ser humano é susceptível de atingir, com o desenvolvimento das potencialidades da sua personalidade – o que lhe possibilitará  viver a plena Felicidade.
            Todavia, entre os dois pontos: simplicidade e ignorância e o completo desenvolvimento do ser, há uma longa caminhada chamada evolução, que se processa em uma dimensão que se chama tempo.
            Na convenção humana, o tempo divide-se. Alguns desses pedaços se chamam: ano, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos.
            Então, o nosso aproveitamento do tempo deve começar  pelos segundos e avançar pelos dias e...milênios.
            O foco da perfeição ainda está muito longe da nossa concepção e entendimento, mas poderemos, de forma inteligente, começar a avançar naquela direção através dos segundos, minutos, horas e outras formas de medirmos o tempo.
            Vale pensar...
            O que estamos fazendo do tempo que dispomos para ampliar a capacidade de sermos felizes?
            Os nossos segundos têm sido terrenos para plantarmos o bem para nós e para o nosso próximo?
            Os nossos minutos têm sido aproveitados para vivermos melhor, de forma mais consciente e harmônica?
            As nossas horas têm sido consideradas patrimônio para ampliarmos o nosso saber e melhorarmos o nosso viver?
            O nosso dia tem nos propiciados a compreensão e  enriquecimento das nossas emoções?
            As nossas semanas têm sido cotas de tempo que  nos permite compreender e educar os nossos sentimentos?
            Os nossos meses têm sido oportunidades no tempo para melhor compreendermos a vida em nós e ao nosso derredor?
            Os nossos anos têm sido tesouros de tempo acumulando práticas existenciais que têm  nos enriquecido em nossa forma de seres eternos e imortais?
            O Novo Ano traz-nos essas  reflexões e... desafios.
            Queremos construir a felicidade autêntica?
 Saibamos inteligente, emocional e sentimentalmente aproveitar o Tempo na sua dimensão infinita, começando por um segundo!

 Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br



sexta-feira, 31 de agosto de 2018

VISÃO ESPÍRITA DA POLÍTICA



Nesta hora de efervescência política, política partidária e "politicalha" para que não percamos o rumo do certo, do verdadeiro, do justo, do solidário é importante que consultemos as páginas de O livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua terceira parte: A Leis Morais, especialmente os capítulos: Lei da sociedade e Lei da Justiça, do Amor e da Caridade.
Também importante a leitura do livro Obras Póstumas, composto de pensamentos e estudos de Allan Kardec, especialmente o capítulo As Aristocracias.
Quem se interessar um pouco mais poderá ler nossas reflexões a respeito no livro Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade, editado pela Federação Espírita Brasileira – FEB.

domingo, 14 de janeiro de 2018

PRECE ÁGAPE



PRECE  ÁGAPE
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade,
que eu tenha forças para passar pela provação.
Que eu busque a luz que me aponte a Verdade.
Que eu desenvolva a Compaixão e a Caridade.
Deus!
 Que eu encontre a estrela guia do Amor.
Quando aflito eu desenvolva a Serenidade.
Quando doente eu encontre
 Equilíbrio do corpo e da alma.
Pai!
 Quando culpado eu aceite o arrependimento.
Que eu  encontre  a Verdade, Justiça e o Amor.
 Como criança  órfã eu Vos encontre !
Deus!
Que eu sinta a Vossa Bondade e
Sabedoria estendidas por todo o Universo.
Sinta a Vossa  compreensão pela minha ignorância.
Que eu não abandone a Esperança
quando surgir o sofrimento.
Que sentindo Vossa Bondade infinita
 eu aceite a Paz,  a Esperança e a Fé.
Deus!
O Vosso infinito Amor envolve
e sustenta a Terra e todo o Universo.
Que eu beba na fonte dessa bondade
 fecunda e infinita
 e minhas dores acalmar-se-ão.
O meu coração e o meu pensamento subirão até Vós
em um cântico de reconhecimento e Amor.
Subindo  o monte da evolução eu quero sentir-Vos:
Amor! Justiça! Beleza! Perfeição!
E, assim, sentirei a Vossa infinita Misericórdia!
Deus!
Que eu tenha a força para promover o progresso,
Meu, da humanidade, e assim me aproximar de Vós.
Que eu exercite sempre o Amor Ágape.
Que eu desenvolva a Fé e a Razão.
Que realizando a minha perfeição
seja eu obra da Vossa Grandiosidade.
Pois, sou Vossa Criatura!
IU

domingo, 16 de julho de 2017

VIVER CONSCIENTEMENTE



 VIVER CONSCIENTEMENTE

            Quando desejamos o nosso auto-aprimoramento a fim de possamos nos harmonizar intimamente e, também, com o próximo, é desejável lembrarmos a indagação feita por Allan Kardec: “ Será passível de censura o homem, por ter consciência do bem que faz e por confessá-lo a si mesmo? “
            Responderam os Mentores Espirituais: “ Pois que pode ter consciência do mal que pratica, do bem igualmente deve tê-la. Pesando todos os seus atos na balança da lei de Deus e, sobretudo, na lei de justiça, amor e caridade, é que poderá dizer a si mesmo se suas obras são boas ou más, que as poderá aprovar ou desaprovar. Não se lhe pode, portanto, censurar que reconheça haver triunfado dos maus pendores e que se sinta satisfeito, desde que de tal não se envaideça, porque então cairia em outra falta. “ ( Questão nº 906 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec )
            Portanto, a orientação espiritual é que tenhamos, cada vez mais, consciência dos nossos atos e deles façamos uma avaliação criteriosa, com base nos princípios da justiça e do amor e da caridade;
            Se vivermos conscientemente, sem dúvida, teremos a indispensável auto-estima que nos proporcionará o auto-respeito e a autoconfiança.
            No entanto, não é fácil concretizarmos esses conceitos, de certa forma, abstratos em atos concretos de nossa vida diária.
            Viver conscientemente implica em alterações de padrões de comportamento, o que, pela prática e persistência, possibilitará o desenvolvimento de novos padrões de comportamento. Todavia, para que isso aconteça é necessário o uso da inteligência, possibilitando a compreensão dos nossos atos que deverão ser devidamente avaliados quanto à sua adequação e oportunidade.
            Assim, vivermos conscientemente exige o uso da inteligência e a escolha do “melhor a fazer”, no exercício do livre arbítrio.
            Desta maneira, durante o dia, deveremos pensar e escolher dentro dos critérios do bem e do mal, do justo e do injusto, do verdadeiro e do falso, da cooperação e da competição, do altruísmo e do egoísmo, humildade e orgulho, os atos que praticaremos e que se refletirão no próximo e em nós mesmos.
Não obstante, não significa que devamos gostar e aceitar tudo o que vemos, mas a capacidade de vermos o que é e o que não é, tanto quanto, consciência de que medos, desejos e negações não alteram a realidade – aquilo que é.
            Para exemplificarmos as formas de viver consciente ou inconscientemente, analisemos dois casos:
a)      Alberto começou a trabalhar em uma grande empresa. Desde o momento que assumiu o seu setor de trabalho, procurou conhecer e entender todos os aspectos do que lhe competia fazer. Estudou as rotinas de trabalho. Prontificava-se a ajudar e a colaborar com os colegas de trabalho. Preocupava-se em manter um bom clima no relacionamento profissional, assumindo que os seus problemas pessoais eram seus e no trabalho não era momento para partilhar com os companheiros as suas dificuldades emocionais, sentimentais ou econômicas. Não se conformava com a rotina e sempre estava procurando aprender algo novo dentro da empresa.
Passado o período de experiência, quando surgiu uma vaga para o cargo mais elevado  daquele em que estava, foi convidado a assumi-lo, tendo o seu merecimento reconhecido.
            Alberto viveu conscientemente, demonstrando autoconhecimento de suas possibilidades e, conseqüentemente, demonstrou elevada auto-estima.
b)      Ivan, à mesma época de Alberto, foi admitido a trabalhar na empresa. A sua postura era a de aprender o necessário para cumprir as suas funções. Quando lhe era solicitada alguma tarefa nova, ele queria saber se fazia parte das atribuições do seu cargo. Não tinha interesse em aprender coisas novas, pois segundo pensava tinha um salário para pagar o que já fazia. Não cultivava amizade mais próxima com os colegas, pois, em sua análise, permitir muita familiaridade possibilitaria que os companheiros de trabalho tivessem facilidade para explorá-lo.
Quando Alberto foi promovido, Ivan julgou-se injustiçado e considerou que ele fora promovido porque bajulava os chefes e  permitia ser explorado pelos colegas de trabalho. Passou a sentir-se muito mal,  de forma depressiva e pensava que não melhorava de vida porque as pessoas tinham inveja dele.
                        Ivan viveu inconscientemente, não avaliando seus pensamento e atos, por conseqüência a sua auto-estima era baixa.
Viver conscientemente é assumirmos aquilo que motiva os nossos atos, objetivos, valores e refletidos em  nosso comportamento, com base no que sabemos e no que pensamos. De certa forma, é assumirmos a responsabilidade  pela percepção consciente e adequada à ação que estamos praticando. Isso é indispensável para a nossa autoconfiança e auto-estima.
É vivermos de forma responsável ante a realidade.