domingo, 7 de agosto de 2016



O PROGRESSO E O CAMINHO DA LUZ
Aylton Paiva
            Sobre a diferença do desenvolvimento do progresso moral e intelectual da humanidade, indagou Allan Kardec:
            “ O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?
            Os Mentores Espirituais responderam, estabelecendo-se, então, o seguinte diálogo:
             – Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.
            a) – Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?
            - Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.
            b) – Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos também?
            - O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se”. (1)
            Nestes dias em que estamos cercados de informações sobre guerras e guerrilhas e o ser humano revela o seus mais primitivos sentimentos, emoções e atos, rememorei a questão nº 780, acima transcrita e lembrei-me   das palavras de Emmanuel, em uma obra que ele traça o roteiro histórico da humanidade terrestre, sob a luz da espiritualidade,  intitulada: A Caminho da Luz. (2)
            “ Enquanto as penosas transições do século XX ( e dizemos XXI) se anunciam ao tinidos sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do provir.
            Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram , evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos s fenômenos transitórios  da matéria.” ( pág. 13)
            Páginas adiante ele comenta: “ Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram  o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior... ( pág. 15).
            Porém, esclarece: “ O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor ( pág. 16)
            Para as almas aflitas e angustiadas que somente vislumbram as nuvens negras da destruição e da morte, o lúcido Instrutor Espiritual afirma: “ Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal. Ele é a Luz do Princípio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia. Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém,  é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.” ( pág. 16 ).
Bibliografia:
            (1) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Ed. FEB, Questão nº 780.
            (2) A Caminho da Luiz, Emmanuel/F.C.Xavier, Ed. FEB


sábado, 9 de abril de 2016

APROVEITEMOS A TRISTEZA



Façamos da tristeza o momento construtivo da reflexão.
Reflexão sobre quem ou o ato que nos entristece.
Analisemos se a causa é verdadeira, fictícia ou mentirosa.
Se verdadeira, não nos entreguemos ao desespero ou ao desânimo.
Como retirando a pedra preciosa da pedra bruta, extraíamos dela  a beleza do bem que nos enriqueça a personalidade.
Sintamo-la apenas como uma experiência, uma lição das muitas que a vida nos ofereceu, oferece e oferecerá.
Saibamos entendê-la como instrumento do aprimoramento da  nossa personalidade, ou do nosso espírito.
Não desejemos a tristeza, todavia saibamos aproveitá-la quando chegar.
Não briguemos com ela; no fundo... ela é nossa amiga.
Que ela esteja conosco, em nossa casa emocional ou espiritual apenas o tempo necessário.
E um dia pensaremos... aquela tristeza me trouxe grande alegria!

domingo, 3 de abril de 2016

MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO



Nestes dias vejo a raiva, a cólera escorrerem pelas palavras das pessoas; nas conversas coloquiais, na televisão, na imprensa, enfim na mídia.
                Não se confunda indignação com ódio.
                Não se tire o direito de pensar, analisar e agir do cidadão no âmbito da justiça e da legalidade.
                Que a crise política seja instrumento de conscientização  do povo brasileiro para a construção de uma sociedade mais justa e amorosa e não instrumento de ódio, rancor e manipulações em busca do poder individual ou de grupos.
                Que estes momentos dolorosos sejam instrumentos de alfabetização política  para que os cidadãos aclarem as suas consciências e entendimento  para uma sociedade mais Justa e solidária a fim de  saibam exigir dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ações efetivas para o bem comum do povo brasileiro.
                Nesse processo o Zé e a Maria tomarão consciência de que são cidadãos, como cidadãos são agentes políticos que devem exigir a POLÍTICA, como a CIÊNCIA E A ARTE DA ADMINISTRAÇÃO JUSTA PARA O BEM COMUM  e repudiarem a politicalha (ação dos maus políticos) que enlameiam a política partidária e comprometem os poderes Legislativo e Executivo, que junto ao Judiciário, constituem o tripé que sustenta o sistema democrático ( mesmo que imperfeito, ainda é o melhor).
                Portanto indignação  construtiva e ações fraternas, solidárias e adequadas ao bem de todos.

sábado, 21 de novembro de 2015

O BEM E A GUERRA




O céu está escuro.
 A tempestade da guerra cai sobre a Europa e o oriente e os ventos das lutas sanguinolentas sopram o terror e congelam pessoas no frio do medo.
No entanto o Bem é o bem imperecível.
E o Amor é o sentimento que faz o ser... ser humano.
 Acima da barbárie eles prevalecerão.
 O mal é passageiro como a tempestade que passa.
E o ódio é o vento que logo se extingue no embate do tempo.
Construamos a paz a partir de nós mesmos!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O DIA DA VIDA

O dia da vida




            A tradição religiosa definiu  o dia dois de novembro como o dia de finados, em comemoração aos mortos.
Essa tradição homenageia os mortos no cemitério com visita ao cemitério, ou seja no local em que o corpo físico foi enterrado.
            Nos usos e costumes de quase todos os povos é estabelecida alguma forma de se relembrar aqueles que morreram, seja  através de rituais, de oferecimento de flores e até mesmo de alimentos.
            A morte é o grande enigma da vida.
            A morte é o grande desafio dos que se sentem vivos, envergando o corpo carnal.
            A Ciência acadêmica não aceita a vida após a morte porque não tem procedimentos e instrumentos que demonstrem o fenômeno da imortalidade e, mesmo quando ocorre algum fenômeno extra-físico, a difícil repetibilidade desse fenômeno sob a vontade e o controle dos cientistas inibem a aceitação da vida... além da vida.
            As religiões admitem a continuidade da vida após a morte do corpo físico, mas explicações do que ocorre depois estão envolvidas na penumbra dos dogmas ou enraizadas em interpretações distantes no tempo e no espaço em cultura de povos quase que tribais.
            Essas explicações quase nada acrescentam para tranqüilizar o medo natural que as pessoas têm da morte.
            A própria denominação do dia. Dia de finados!
            Finado é aquele que se fina, que termina, que acaba... Nada confortável a denominação.
            O termo morto indica término da vida vegetal ou animal. Desaparecimento do ser no nada, para os materialistas; diluição no grande todo, para os budistas e entrada na vida espiritual, sem maiores esclarecimentos para diversas correntes espiritualistas.
            Essa comemoração traz algo de estranho.
            Quem de nós, para lembrar uma pessoa querida, que está morando em outro país vai até ao porto ou aeroporto para desfilar em sua memória os bons momentos vividos com ela?
            Quem de nós, para receber a visita de uma pessoa amada, irá marcar o lugar do encontro no cemitério?
            Há algumas reflexões a serem feitas em torno desse tema e os termos de que ele se cerca: morte, finado e cemitério.
            O Espiritismo traz algumas contribuições a respeito do assunto.
            A morte é vida.
            Com a morte do corpo físico, por causas naturais ( doenças e enfermidades ) ou traumáticas ( acidentes ) a alma ou espírito integra-se completamente na vida espiritual, que é eterna.
            A alma ou espírito não é algo indefinido, uma “fumacinha” vagando pelo céu ou inferno de um lado para o outro. É o ser integral, a personalidade com os seus componentes de inteligência, sentimento e emoções.
            A vida espiritual é a continuação da vida física, em outra dimensão.
            Essa vida espiritual é estruturada e organizada e permite ao espírito continuar  o desenvolvimento de suas potencialidades, no processo que denomina evolução espiritual.
            Portanto, para o Espiritismo, a morte é um simples, porém glorioso fenômeno biológico-espiritual, tanto quanto o nascimento.
            Portanto, no dia dois de novembro, comemoremos o dia da Vida!
            Quem sentir vontade de ir ao cemitério, que vá. Nada a se opor.
            Todavia, se queremos ser gentis e educados com os nossos entes queridos, que já estejam no mundo espiritual , enfeitemos a nossa sala com flores e belas músicas (se lembrar, as que eles gostavam) e com saudade, porém com muito prazer recebamos estes seres queridos no íntimo de nossas almas e, no templo da memória, com eles unamos os nossos sentimentos em oração, agradecendo  pela Vida Imortal.

domingo, 16 de agosto de 2015

QUEM BUSCA ACHA




Pedi e se vos dará: buscai e achareis. Batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procurar acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
            Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? ( Mateus, 7 - 7 a 11.)(1)
            Analisando essas palavras de Jesus, Allan Kardec afirma: “ Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo que o céu te ajudará. É o principio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso,  porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.
            Na infância da humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de  se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porem, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e   é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas da, à invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência  se lhe engrandece, o moral se lhe depura. Às necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.” (2)
            Após essa demonstração do instrumento de progresso coletivo através do trabalho, Kardec também analisa a motivação para o progresso individual.
            “ Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado. Se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.” (3)
            Observamos que as palavras de Jesus podem ser entendidas como estímulo à procura da humanidade por seu bem estar, como, também, individualmente como a procura, a busca, a superação de obstáculos, que ajuda a pessoa em seu desenvolvimento pessoa,l seja no  aspecto intelectual quanto no moral.
            Portanto o pedir não pode ser uma atitude de passividade, porém de busca e de superação de obstáculos, representados pela porta fechada.
            Por conseguinte, Jesus apresenta de forma simples e compreensível, desde os seus coevos, a dinâmica da evolução e do progresso individual e coletivo da humanidade.
            Assim, vamos aprender a pedir a Deus, contudo, com inteligência e esforço e a buscar os nossos objetivos;  e mesmo  diante dos obstáculos, saber  bater à porta a fim de que ela se abra para as nossas boas realizações nas dimensões do mundo material e espiritual.
            Referência:
            (1) Novo Testamento, Mateus.
            (2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, ed. FEB. Brasília.
            (3) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, ed. FEB. Brasília.