domingo, 16 de julho de 2017

VIVER CONSCIENTEMENTE



 VIVER CONSCIENTEMENTE

            Quando desejamos o nosso auto-aprimoramento a fim de possamos nos harmonizar intimamente e, também, com o próximo, é desejável lembrarmos a indagação feita por Allan Kardec: “ Será passível de censura o homem, por ter consciência do bem que faz e por confessá-lo a si mesmo? “
            Responderam os Mentores Espirituais: “ Pois que pode ter consciência do mal que pratica, do bem igualmente deve tê-la. Pesando todos os seus atos na balança da lei de Deus e, sobretudo, na lei de justiça, amor e caridade, é que poderá dizer a si mesmo se suas obras são boas ou más, que as poderá aprovar ou desaprovar. Não se lhe pode, portanto, censurar que reconheça haver triunfado dos maus pendores e que se sinta satisfeito, desde que de tal não se envaideça, porque então cairia em outra falta. “ ( Questão nº 906 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec )
            Portanto, a orientação espiritual é que tenhamos, cada vez mais, consciência dos nossos atos e deles façamos uma avaliação criteriosa, com base nos princípios da justiça e do amor e da caridade;
            Se vivermos conscientemente, sem dúvida, teremos a indispensável auto-estima que nos proporcionará o auto-respeito e a autoconfiança.
            No entanto, não é fácil concretizarmos esses conceitos, de certa forma, abstratos em atos concretos de nossa vida diária.
            Viver conscientemente implica em alterações de padrões de comportamento, o que, pela prática e persistência, possibilitará o desenvolvimento de novos padrões de comportamento. Todavia, para que isso aconteça é necessário o uso da inteligência, possibilitando a compreensão dos nossos atos que deverão ser devidamente avaliados quanto à sua adequação e oportunidade.
            Assim, vivermos conscientemente exige o uso da inteligência e a escolha do “melhor a fazer”, no exercício do livre arbítrio.
            Desta maneira, durante o dia, deveremos pensar e escolher dentro dos critérios do bem e do mal, do justo e do injusto, do verdadeiro e do falso, da cooperação e da competição, do altruísmo e do egoísmo, humildade e orgulho, os atos que praticaremos e que se refletirão no próximo e em nós mesmos.
Não obstante, não significa que devamos gostar e aceitar tudo o que vemos, mas a capacidade de vermos o que é e o que não é, tanto quanto, consciência de que medos, desejos e negações não alteram a realidade – aquilo que é.
            Para exemplificarmos as formas de viver consciente ou inconscientemente, analisemos dois casos:
a)      Alberto começou a trabalhar em uma grande empresa. Desde o momento que assumiu o seu setor de trabalho, procurou conhecer e entender todos os aspectos do que lhe competia fazer. Estudou as rotinas de trabalho. Prontificava-se a ajudar e a colaborar com os colegas de trabalho. Preocupava-se em manter um bom clima no relacionamento profissional, assumindo que os seus problemas pessoais eram seus e no trabalho não era momento para partilhar com os companheiros as suas dificuldades emocionais, sentimentais ou econômicas. Não se conformava com a rotina e sempre estava procurando aprender algo novo dentro da empresa.
Passado o período de experiência, quando surgiu uma vaga para o cargo mais elevado  daquele em que estava, foi convidado a assumi-lo, tendo o seu merecimento reconhecido.
            Alberto viveu conscientemente, demonstrando autoconhecimento de suas possibilidades e, conseqüentemente, demonstrou elevada auto-estima.
b)      Ivan, à mesma época de Alberto, foi admitido a trabalhar na empresa. A sua postura era a de aprender o necessário para cumprir as suas funções. Quando lhe era solicitada alguma tarefa nova, ele queria saber se fazia parte das atribuições do seu cargo. Não tinha interesse em aprender coisas novas, pois segundo pensava tinha um salário para pagar o que já fazia. Não cultivava amizade mais próxima com os colegas, pois, em sua análise, permitir muita familiaridade possibilitaria que os companheiros de trabalho tivessem facilidade para explorá-lo.
Quando Alberto foi promovido, Ivan julgou-se injustiçado e considerou que ele fora promovido porque bajulava os chefes e  permitia ser explorado pelos colegas de trabalho. Passou a sentir-se muito mal,  de forma depressiva e pensava que não melhorava de vida porque as pessoas tinham inveja dele.
                        Ivan viveu inconscientemente, não avaliando seus pensamento e atos, por conseqüência a sua auto-estima era baixa.
Viver conscientemente é assumirmos aquilo que motiva os nossos atos, objetivos, valores e refletidos em  nosso comportamento, com base no que sabemos e no que pensamos. De certa forma, é assumirmos a responsabilidade  pela percepção consciente e adequada à ação que estamos praticando. Isso é indispensável para a nossa autoconfiança e auto-estima.
É vivermos de forma responsável ante a realidade.

           

domingo, 7 de agosto de 2016



O PROGRESSO E O CAMINHO DA LUZ
Aylton Paiva
            Sobre a diferença do desenvolvimento do progresso moral e intelectual da humanidade, indagou Allan Kardec:
            “ O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?
            Os Mentores Espirituais responderam, estabelecendo-se, então, o seguinte diálogo:
             – Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.
            a) – Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?
            - Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.
            b) – Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos também?
            - O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se”. (1)
            Nestes dias em que estamos cercados de informações sobre guerras e guerrilhas e o ser humano revela o seus mais primitivos sentimentos, emoções e atos, rememorei a questão nº 780, acima transcrita e lembrei-me   das palavras de Emmanuel, em uma obra que ele traça o roteiro histórico da humanidade terrestre, sob a luz da espiritualidade,  intitulada: A Caminho da Luz. (2)
            “ Enquanto as penosas transições do século XX ( e dizemos XXI) se anunciam ao tinidos sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do provir.
            Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram , evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos s fenômenos transitórios  da matéria.” ( pág. 13)
            Páginas adiante ele comenta: “ Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram  o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior... ( pág. 15).
            Porém, esclarece: “ O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor ( pág. 16)
            Para as almas aflitas e angustiadas que somente vislumbram as nuvens negras da destruição e da morte, o lúcido Instrutor Espiritual afirma: “ Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal. Ele é a Luz do Princípio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia. Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém,  é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.” ( pág. 16 ).
Bibliografia:
            (1) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Ed. FEB, Questão nº 780.
            (2) A Caminho da Luiz, Emmanuel/F.C.Xavier, Ed. FEB


sábado, 9 de abril de 2016

APROVEITEMOS A TRISTEZA



Façamos da tristeza o momento construtivo da reflexão.
Reflexão sobre quem ou o ato que nos entristece.
Analisemos se a causa é verdadeira, fictícia ou mentirosa.
Se verdadeira, não nos entreguemos ao desespero ou ao desânimo.
Como retirando a pedra preciosa da pedra bruta, extraíamos dela  a beleza do bem que nos enriqueça a personalidade.
Sintamo-la apenas como uma experiência, uma lição das muitas que a vida nos ofereceu, oferece e oferecerá.
Saibamos entendê-la como instrumento do aprimoramento da  nossa personalidade, ou do nosso espírito.
Não desejemos a tristeza, todavia saibamos aproveitá-la quando chegar.
Não briguemos com ela; no fundo... ela é nossa amiga.
Que ela esteja conosco, em nossa casa emocional ou espiritual apenas o tempo necessário.
E um dia pensaremos... aquela tristeza me trouxe grande alegria!

domingo, 3 de abril de 2016

MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO



Nestes dias vejo a raiva, a cólera escorrerem pelas palavras das pessoas; nas conversas coloquiais, na televisão, na imprensa, enfim na mídia.
                Não se confunda indignação com ódio.
                Não se tire o direito de pensar, analisar e agir do cidadão no âmbito da justiça e da legalidade.
                Que a crise política seja instrumento de conscientização  do povo brasileiro para a construção de uma sociedade mais justa e amorosa e não instrumento de ódio, rancor e manipulações em busca do poder individual ou de grupos.
                Que estes momentos dolorosos sejam instrumentos de alfabetização política  para que os cidadãos aclarem as suas consciências e entendimento  para uma sociedade mais Justa e solidária a fim de  saibam exigir dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ações efetivas para o bem comum do povo brasileiro.
                Nesse processo o Zé e a Maria tomarão consciência de que são cidadãos, como cidadãos são agentes políticos que devem exigir a POLÍTICA, como a CIÊNCIA E A ARTE DA ADMINISTRAÇÃO JUSTA PARA O BEM COMUM  e repudiarem a politicalha (ação dos maus políticos) que enlameiam a política partidária e comprometem os poderes Legislativo e Executivo, que junto ao Judiciário, constituem o tripé que sustenta o sistema democrático ( mesmo que imperfeito, ainda é o melhor).
                Portanto indignação  construtiva e ações fraternas, solidárias e adequadas ao bem de todos.

sábado, 21 de novembro de 2015

O BEM E A GUERRA




O céu está escuro.
 A tempestade da guerra cai sobre a Europa e o oriente e os ventos das lutas sanguinolentas sopram o terror e congelam pessoas no frio do medo.
No entanto o Bem é o bem imperecível.
E o Amor é o sentimento que faz o ser... ser humano.
 Acima da barbárie eles prevalecerão.
 O mal é passageiro como a tempestade que passa.
E o ódio é o vento que logo se extingue no embate do tempo.
Construamos a paz a partir de nós mesmos!