quinta-feira, 2 de abril de 2026

PÁSCOA, A LIBERDADE E A IMORTALIDADE

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

 

 

            Nestes dias, Judeus e Cristãos fazem a comemoração do dia da Páscoa.

            A mais antiga é a comemoração judaica.

            Relembra-se a história do povo judeu libertando-se do jugo egípcio e evoca-se, então, a saga de sofrimento desse povo para alcançar a liberdade e a busca da sua terra prometida.

            A liberdade.

            A comemoração cristã é a alegria manifesta pelo reaparecimento de Jesus após a sua morte pela crucificação, após humilhações e torturas perpetradas contra ele por judeus e romanos.

            A imortalidade.

            Para esses dois temas o Espiritismo nos leva a profundas reflexões.

            A liberdade.

            A liberdade depende da fraternidade e da igualdade.

            Onde houver uma convivência fraterna, exteriorizada em amor e respeito, acatando-se o direito do próximo, haverá a prática da justiça e consequentemente existirá liberdade.

            O egoísmo que tudo quer para si, e o orgulho, a expressar o desejo  de domínio, são inimigos da liberdade.

            É importante o desenvolvimento da capacidade de pensar, pois é através dela que  poderemos  conhecer a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.

            Pelo pensamento desfrutaremos de liberdade ilimitada, o que deve ajudar-nos nesse conhecimento.

            Essa compreensão  deve amparar-nos a ação no sentido de, através da liberdade, desenvolvermos a fraternidade, a igualdade, a justiça e o amor.

            A nossa convivência na sociedade nos impõe limites à liberdade. Esse relacionamento atribui-nos direitos e impõem deveres.

            Após a crucificação Jesus ressurge – a imortalidade!

            Sem dúvida, mais um grande exemplo de Jesus.

            A imortalidade nos remete a outra ( ou outras ) dimensões da vida.

            A concepção da nossa  imortalidade produz em nós poderosa força para vencermos as dificuldades, dores, sofrimentos e decepções.

            Sem a imortalidade do ser humano, a própria vida não teria sentido se a analisarmos pelos prismas da justiça e do amor Divino.

            Com a sua imortalidade, Jesus nos oferece a compreensão de que a vida não se prende apenas ao seu aspecto material.

            Limitada ao restrito campo da materialidade a vida perde o seu sentido e a sua beleza, levando-nos ao medo, ao terror do desaparecimento absoluto, sem avaliação de méritos ou deméritos.

            Com a visão espiritual da vida sabemos e sentimos que estamos em um constante crescimento de nossas potencialidades.

            Com a imortalidade  a vida tem um sentido maravilhoso e profundo significado.

            Comemoremos, assim, a imortalidade com a responsabilidade da liberdade na construção da verdadeira felicidade individual e coletiva.

            Páscoa – liberdade na vida, com  o poder  da  imortalidade.