sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A REPONSABILIDADE DO ESPÍRITA COM O VOTO

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

“Por que, no mundo, muitas vezes a influência dos maus supera a dos bons?

- Por fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando os bons quiserem eles se imporão.” ( Q.932 de O Livro dos Espíritos)

            A humanidade, atualmente, vive momento de intenso confronto entre o Bem e o Mal. Inclusive no Brasil e, especificamente, nestes dias, ante a eleição de candidatos para o exercício nos Poderes Legislativo e Executivo.

            Esse confronto se torna mais avassalador pela influência possível através da mídia, os canais da internet, que veiculam mentiras e distorções quanto às qualidades morais dos candidatos.

            As pessoas voltadas aos seus interesses econômicos e de poder mentem sem escrúpulos pelas vias de comunicação e são espalhafatosas em suas afirmações.

            Os bons, como diz a resposta dos Mentores Espirituais, acima, são mais comedidos, éticos e responsáveis.

            Cabe, aqui, aquele ditado: “ o Mal anda de tamanco e o Bem de pantufas”. O tamanco é barulhento ao pisar, a pantufa é  silenciosa.

            Pela responsabilidade social que tem,  o espírita deverá decidir se o candidato merece ou não o seu voto. Para isso não vale a simpatia, o palpite, a indicação do familiar ou amigo, ele precisa ter critérios para analisar e avaliar esse candidato.

            Onde ele encontra esses critérios? Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, na sua terceira parte: Das Leis Morais. Vejamos alguns.

            Justiça social (Parte 3, Cap. XI Lei de justiça, de amor e de caridade)

Aumento do número de pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social ( Parte 3,  Cap. VII - Lei de  sociedade)

 Materialismo – ( Parte 2, Cap. II – Materialismo)

 Individualismo – (Parte 3, Cap. VII, Lei de Sociedade)

 Agressividade – ( Parte 3, Cap. XI – Lei de Justiça, amor e de caridade)

 Indiferença – ( Parte 3, Cap. XII, item O Egoísmo)

            Destaque do Mal - ( Parte 3, Cap. I – O Bem e o Mal)

Preconceitos em geral -  ( Parte 3,Cap.IX – Lei da igualdade )

            Com tais critérios será possível identificar que o candidato favorável à violência, uso incontrolado e ilegal de armas, contra o equilíbrio econômico e social, contra a justiça social, preconceituoso com as mulheres, raças, LGBTQ+  não é um candidato do Bem.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PÁSCOA, A LIBERDADE E A IMORTALIDADE

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

 

 

            Nestes dias, Judeus e Cristãos fazem a comemoração do dia da Páscoa.

            A mais antiga é a comemoração judaica.

            Relembra-se a história do povo judeu libertando-se do jugo egípcio e evoca-se, então, a saga de sofrimento desse povo para alcançar a liberdade e a busca da sua terra prometida.

            A liberdade.

            A comemoração cristã é a alegria manifesta pelo reaparecimento de Jesus após a sua morte pela crucificação, após humilhações e torturas perpetradas contra ele por judeus e romanos.

            A imortalidade.

            Para esses dois temas o Espiritismo nos leva a profundas reflexões.

            A liberdade.

            A liberdade depende da fraternidade e da igualdade.

            Onde houver uma convivência fraterna, exteriorizada em amor e respeito, acatando-se o direito do próximo, haverá a prática da justiça e consequentemente existirá liberdade.

            O egoísmo que tudo quer para si, e o orgulho, a expressar o desejo  de domínio, são inimigos da liberdade.

            É importante o desenvolvimento da capacidade de pensar, pois é através dela que  poderemos  conhecer a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.

            Pelo pensamento desfrutaremos de liberdade ilimitada, o que deve ajudar-nos nesse conhecimento.

            Essa compreensão  deve amparar-nos a ação no sentido de, através da liberdade, desenvolvermos a fraternidade, a igualdade, a justiça e o amor.

            A nossa convivência na sociedade nos impõe limites à liberdade. Esse relacionamento atribui-nos direitos e impõem deveres.

            Após a crucificação Jesus ressurge – a imortalidade!

            Sem dúvida, mais um grande exemplo de Jesus.

            A imortalidade nos remete a outra ( ou outras ) dimensões da vida.

            A concepção da nossa  imortalidade produz em nós poderosa força para vencermos as dificuldades, dores, sofrimentos e decepções.

            Sem a imortalidade do ser humano, a própria vida não teria sentido se a analisarmos pelos prismas da justiça e do amor Divino.

            Com a sua imortalidade, Jesus nos oferece a compreensão de que a vida não se prende apenas ao seu aspecto material.

            Limitada ao restrito campo da materialidade a vida perde o seu sentido e a sua beleza, levando-nos ao medo, ao terror do desaparecimento absoluto, sem avaliação de méritos ou deméritos.

            Com a visão espiritual da vida sabemos e sentimos que estamos em um constante crescimento de nossas potencialidades.

            Com a imortalidade  a vida tem um sentido maravilhoso e profundo significado.

            Comemoremos, assim, a imortalidade com a responsabilidade da liberdade na construção da verdadeira felicidade individual e coletiva.

            Páscoa – liberdade na vida, com  o poder  da  imortalidade.

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O ESPÍRITA E O ANO ELEITORAL

 


            Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

            Neste ano haverá eleições para os cargos de deputados estaduais, deputados federais e senadores, no Poder Legislativo e governadores e presidente do Brasil no Poder Executivo.

            O panorama no campo dos eleitores está complicado e confuso.

            Há candidatos, postulantes a esses cargos, cuja ideologias vão da extrema direita à extrema esquerda.

            O que significa isso?

Os valores da extrema direita estão impressos no Fascismo, cujo representante mais conhecido foi Mussolini, na Itália, e mais radical que este foi o Nazismo, na Alemanha, com Adolfo Hitler. Por outro lado, há o Comunismo, implantado nas Republicas Socialistas da União Soviética, por Vladimir Lenin.

            Nessa gradação de valores das duas correntes, há pessoas que se dizem espíritas e optam pela extrema direita ou extrema esquerda.

            Então, há que se indagar: o espírita pode ser fascista ou comunista?

            Para responder é necessário conhecer os valores Éticos dessas duas corrente e os valores Ética Espírita.

            Os valores da Doutrina Espírita estão contidos em O livro dos espíritos, de Allan Kardec, na sua 3ª Parte – Das Leis Morais.      

            Alguns desses valores éticos:

·         Adoração a Deus é fazer o bem e evitar o mal (questão nº 654).  

·         Trabalho é toda ocupação útil. (questão nº 675).

·         Uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens. (questão nº 711)

·         O relaxamento dos laços de família é uma recrudescência do egoísmo. ( questão nº 775).

·         O maior obstáculo ao progresso são o orgulho e o egoísmo. (questão 785)

·         Perante Deus todas as pessoas são iguais. Deus fez suas Leis para todos. (questão nº 803)

·         A desigualdade das condições sociais não é obra de Deus, mas das pessoas (questão nº 806)

·         A desigualdade das riquezas é fruto da diversidade das faculdades e da velhacaria e do roubo. ( questão nº 808).

·        São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos. Deus outorgou a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. ( questão nº 817)

·        Desde que estejam juntas duas pessoas haverá entre elas direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar, portanto não gozam de liberdade absoluta. ( questão nº 826)

·        A Justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais. (questão nº 875)

·        Os direitos são estabelecidos pela lei humana e a natural (Divina). (questão nº  875 a)

·        A legítima propriedade é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem. (questão nº 884)

            Os valores da Ética Espírita, acima listados, devem ser analisados no comportamento daquelas pessoas, que se dizem espíritas, e que se candidatam a cargos eletivos, nos Poderes: Legislativo e Executivo. Não só pelo que falam, sobretudo, pela conduta que têm em todas as situações da vida em sociedade.

            O Mestre Jesus disse:” Amai-vos uns aos outros”. Então esse compromisso não será apenas entre as pessoas, também, como amor solidário à sociedade.

 Fora desse parâmetro a pessoa, mesmo que se diga espírita, terá opiniões pessoais em sua análise sobre os candidatos, às vezes até opostas a Ética Espírita.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

            O livro dos espíritos, de Allan Kardec, Ed. FEB.