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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O ESPÍRITA E O ANO ELEITORAL

 


            Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

            Neste ano haverá eleições para os cargos de deputados estaduais, deputados federais e senadores, no Poder Legislativo e governadores e presidente do Brasil no Poder Executivo.

            O panorama no campo dos eleitores está complicado e confuso.

            Há candidatos, postulantes a esses cargos, cuja ideologias vão da extrema direita à extrema esquerda.

            O que significa isso?

Os valores da extrema direita estão impressos no Fascismo, cujo representante mais conhecido foi Mussolini, na Itália, e mais radical que este foi o Nazismo, na Alemanha, com Adolfo Hitler. Por outro lado, há o Comunismo, implantado nas Republicas Socialistas da União Soviética, por Vladimir Lenin.

            Nessa gradação de valores das duas correntes, há pessoas que se dizem espíritas e optam pela extrema direita ou extrema esquerda.

            Então, há que se indagar: o espírita pode ser fascista ou comunista?

            Para responder é necessário conhecer os valores Éticos dessas duas corrente e os valores Ética Espírita.

            Os valores da Doutrina Espírita estão contidos em O livro dos espíritos, de Allan Kardec, na sua 3ª Parte – Das Leis Morais.      

            Alguns desses valores éticos:

·         Adoração a Deus é fazer o bem e evitar o mal (questão nº 654).  

·         Trabalho é toda ocupação útil. (questão nº 675).

·         Uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens. (questão nº 711)

·         O relaxamento dos laços de família é uma recrudescência do egoísmo. ( questão nº 775).

·         O maior obstáculo ao progresso são o orgulho e o egoísmo. (questão 785)

·         Perante Deus todas as pessoas são iguais. Deus fez suas Leis para todos. (questão nº 803)

·         A desigualdade das condições sociais não é obra de Deus, mas das pessoas (questão nº 806)

·         A desigualdade das riquezas é fruto da diversidade das faculdades e da velhacaria e do roubo. ( questão nº 808).

·        São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos. Deus outorgou a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. ( questão nº 817)

·        Desde que estejam juntas duas pessoas haverá entre elas direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar, portanto não gozam de liberdade absoluta. ( questão nº 826)

·        A Justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais. (questão nº 875)

·        Os direitos são estabelecidos pela lei humana e a natural (Divina). (questão nº  875 a)

·        A legítima propriedade é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem. (questão nº 884)

            Os valores da Ética Espírita, acima listados, devem ser analisados no comportamento daquelas pessoas, que se dizem espíritas, e que se candidatam a cargos eletivos, nos Poderes: Legislativo e Executivo. Não só pelo que falam, sobretudo, pela conduta que têm em todas as situações da vida em sociedade.

            O Mestre Jesus disse:” Amai-vos uns aos outros”. Então esse compromisso não será apenas entre as pessoas, também, como amor solidário à sociedade.

 Fora desse parâmetro a pessoa, mesmo que se diga espírita, terá opiniões pessoais em sua análise sobre os candidatos, às vezes até opostas a Ética Espírita.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

            O livro dos espíritos, de Allan Kardec, Ed. FEB.

 

domingo, 2 de julho de 2023

A AÇÃO SOCIAL ESPÍRITA

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

            “Por que, no mundo, tão amiúde a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

            - Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem preponderarão.” (Q. 932 de O livro dos espíritos, Allan Kardec)

            A vivência dos princípios éticos da Verdade, da  Justiça e do Amor é uma prática individual, mas, também, necessária que seja coletiva.

            Para a implantação desses valores na coletividade há a necessidade da ação social, isto é, de ações realizadas por pessoas e instituições, o que inclui um intenso processo educacional social.

            Ao lado das Ciências Sociais, o Espiritismo tem importante contribuição, sob o aspecto filosófico, a oferecer a fim de que a sociedade humana se estruture, organize e funcione com bases na verdade, na justiça e no amor solidário.

            Em tal foco, encontramos, na questão 917 de O livro dos espíritos, os dizeres dos Mentores Espirituais que estruturaram a Filosofia Espírita: “Quando bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará  os hábitos os usos, as relações sociais.

            Pensando na possível  felicidade humana Allan Kardec indagou: “ A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que  basta para a felicidade de um, constitui a desgraça do outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?” (  Q.922 de O livro dos espíritos)

            A resposta dos Espíritos Mentores, em lúcido esclarecimento, surge com grande desafio à efetiva participação dos espíritas  para a promoção da felicidade individual e coletiva: “ Com relação à vida material, é a posse do necessário . Com relação à vida moral é a consciência tranquila e a fé no futuro.” ( grifos nossos)

            Aprofundando esclarecimentos, na questão 927 da mesma obra, adiantaram: “ Verdadeiramente infeliz o homem só o é quando sofre a falta do necessário à vida e à saúde do corpo”.

Entende-se, então, que ao lado de outras pessoas que atuam pela supremacia da Verdade, da Justiça e do Amor, o espírita deve ter uma ação social, pois deve estar atento a esses valores em sua vida e, também atuar para que se firmem na coletividade. Deve ter consciência de que todas as pessoas têm direito alimentação adequada, vestuário, habitação, educação, assistência médica, remédio, educação sanitária e lazer.

            De forma mais ampla os Mentores Espirituais alertaram: “ Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome”. Ao que Allan Kardec comenta: “ Com uma organização social criteriosa  e previdente, ao homem só por sua culpa pode faltar o necessário. Porém, suas próprias faltas são frequentemente resultado do meio onde se acha colocado.
Quando praticar a Lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e ele próprio também será melhor”.

            Como poderá o cidadão espírita contribuir para essa ordem social justa, solidária e fraterna? Iniciando por seu dever básico: o voto -  sendo eleitor consciente.  Com os critérios do Evangelho de Jesus e os expressos na Doutrina Espírita, em suas Leis Morais, de O livro dos Espíritos,  ter ação social adequada.  Na sequência, de acordo com a sua vocação e aptidão atuar  nos Poderes Políticos: Legislativo, Executivo e Judiciário em seus níveis: municipal, estadual e federal.

REFLEXÕES:

1.     Como o Espiritismo apresenta propostas para o aprimoramento da sociedade a fim de que ele se torne mais verdadeira, justa e solidária?

2.     Como o Espiritismo apresenta a possibilidade da Felicidade?

3.     Quando o ser humano é realmente infeliz?

4.     Qual o critério que o Espiritismo apresenta para uma sociedade baseada nos ensinos de Jesus?

5.     Como você pode contribuir para a ordem social mais justa, verdadeira e amorosamente solidária?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

1.     O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB

2.     Espiritismo e Política: Contribuições para a evolução do ser e da sociedade,  Cap. 10, Aylton Paiva, ed. FEB.

 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

VISÃO ESPÍRITA DA POLÍTICA



Nesta hora de efervescência política, política partidária e "politicalha" para que não percamos o rumo do certo, do verdadeiro, do justo, do solidário é importante que consultemos as páginas de O livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua terceira parte: A Leis Morais, especialmente os capítulos: Lei da sociedade e Lei da Justiça, do Amor e da Caridade.
Também importante a leitura do livro Obras Póstumas, composto de pensamentos e estudos de Allan Kardec, especialmente o capítulo As Aristocracias.
Quem se interessar um pouco mais poderá ler nossas reflexões a respeito no livro Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade, editado pela Federação Espírita Brasileira – FEB.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O ESPÍRITO E O TEMPO

            O espírito no tempo.
            O espírito na dimensão física.
            O espírito na dimensão espiritual.
            Como criatura divina o espírito surge no tempo: simples e ignorante.
            No tempo o espírito, por determinação divina, deverá atingir a felicidade plena, pelo desenvolvimento das suas potencialidades nas áreas das emoções, dos sentimentos, da inteligência e outras ainda não conhecidas.
            No tempo que principia na simplicidade e na ignorância para atingir a sabedoria e a felicidade plena: o fluxo do tempo na evolução.
            Tempo de ignorar e  de saber.
            Tempo de chorar e  de rir.
            Tempo de medo e de coragem.
            Tempo de desespero e de esperança.
            Tempo de tristeza e de alegria.
            Tempo de ódio e de amor.
            Tempo de fracasso e de vitória.
            Tempo de erro e de acerto.
            Tempo de egoísmo e de solidariedade.
            Tempo de orgulho e de humildade.
            Tempo de mentira e de verdade.
            Tempo de descrença e de fé.
            Tempo de trevas e de luz.
            Tempo de parar e de crescer.
            Tempo de morte e de vida.
            Tempo na dimensão da matéria:
            Tempo de experiências difíceis e fáceis.
            Tempo de nascimento e de morte.
            Tempo na dimensão espiritual:
            Tempo da essência da vida.
            Tempo em outras formas de ser e de  sentir.
            Tempo de um novo viver.
            Tempo de ser o que é.
            Tempo de viver o presente:
            Tempo das experiências da vida física.
            Tempo das soluções para os problemas.
            Tempo de entender e praticar.
            Tempo de no presente colher o passado.
            Tempo de  no presente construir o futuro.
            Tempo de ser feliz pelo tempo que passou.
            Tempo de ser feliz pelo tempo que virá.
            Tempo de ser venturoso no tempo que passa.
            Tempo que não passa pelo tempo que é.
            Tempo da eternidade, na eternidade do nosso tempo de SER!