Mostrando postagens com marcador CÓLERA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CÓLERA. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de julho de 2023

A CÓLERA

 

     Aylton Paiva - paiva.aylton@terra.com.br

            “ Bem aventurados os que são brandos, porque possuíram a Terra. (Mateus, 5:5}

            Comentando as palavras atribuídas a Jesus, pelo discípulo Mateus, Allan Kardec (1) diz; “Por aquelas palavras  quis dizer ( Jesus)  que até agora os bens da Terra são açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos que são brandos e pacíficos,  que a estes falta muitas vezes o necessário,  ao passo que outros tem o supérfluo. Promete que justiça lhes será feita, assim na Terra como no céu, porque serão chamados filhos de Deus. Quando a Humanidade se submeter a lei de amor e de caridade, deixará de haver egoísmo. O fraco e o pacífico já não serão explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal condição da Terra, quando , de acordo com a lei do progresso e a promessa de Jesus, se houver tornado mundo ditoso, por efeito do afastamento dos maus.”

            As palavras de Allan Kardec são esclarecedoras relativamente aos desequilíbrios que ainda imperam no relacionamento humano, tanto em nível individual, quanto no coletivo.

            As pessoas com características da violência sempre pretende levar vantagens e não aceitam contestação aos seus desejos, mesmo que, muitas vezes injustos.

            Na expressão maior desse conflito, encontramos a guerra. A guerra que, até hoje espalha seus tentáculos de destruição e sangue largando atrás de si a viuvez, a orfandade, os destroços de sentimentos e  edificações.

            Diz nos Emmanuel (2 )

            “ A guerra foi sempre o terror das nações.

            Furacão de inconsciência, abre a porta a todos os monstros  da iniqüidade por onde se manifesta. O que a civilização ergue, ao preço dos séculos laboriosos de suor, destrói com a fúria de poucos dias.

            Diante dela, surgem o morticínio e o arrasamento, que compelem  o povo à crueldade e à barbaria, através das quais aparecem dias amargos de sofrimento e regeneração para as coletividades que lhe aceitaram os desvarios.

            Ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta contras os semelhantes.

            Sustentando a contenda com o próximo, destruidora tempestade de sentimento nos desarvora o coração. Idéias superiores e aspirações sublimes longamente acariciados por nosso espírito, construções do presente para o futuro e plantações de luz e amor, no terreno de nossas almas, sofrem desabamento e desintegração, porque o desequilíbrio e a violência nos fazem tremer e cair nas vibrações do egoísmo absoluto que havíamos relegado à retaguarda da evolução.

            Depois disso, muitas vezes devemos atravessar aflitivas existências de expiação para corrigir as brechas que nos aviltam o barco do destino, em breve momentos de insânia...

            Façamos a paz com os que nos cercam, lutando contras as sombras que ainda nos perturbam a existência, para que se faça em nós o reinado da luz.”

            Na reflexão das sábias palavras de Jesus, Kardec e Emmanuel encontramos os esclarecimentos necessários para colimarmos a paz em nós e no mundo em que vivemos.

            Caminhemos nessa direção, embora com passos, no momento,  pequenos...

Bibliografia:

            (1) O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IX, item 5, Ed. FEB.

            (2) Fonte Viva, Embainha tua espada, cap. 114, Emmanuel/ F.C.Xavier, Ed. FEB):

             

           

           

 

segunda-feira, 19 de março de 2012

A IMPRUDÊNCIA E A CÓLERA



A IMPRUDÊNCIA E A CÓLERA

            Seguiam os carros em fila indiana. Na minha frente, antes do cruzamento das ruas, um carro.
            Seguíamos. A preferencial era nossa.
            Subitamente outro carro, sem respeitar a sinalização de solo: PARE, avançou.
            O condutor do automóvel, na minha frente, freou bruscamente e imediatamente buzinou, colocou o braço para fora, através da janela, e, por sua expressão, e a forma como articulava as palavras, tenho certeza de que ele não estava agradecendo o imprudente.
            Mais adiante, com toda a segurança, ao ultrapassá-lo, rapidamente, percebi que sua fisionomia ainda estava tensa com a forte emoção da cólera estampada.
            É evidente que a imprudência do motorista que cortou a sua frente foi de molde a produzir grande susto e forte indignação, todavia é sempre preciso ter cautela para não deixar os sentimentos e emoções assim gerados tomarem conta da nossa racionalidade de seres humanos.
            Muitos são os episódios relatados no noticiário policial que culminam com atritos físicos e até mesmo com o homicídio.
            Encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, na reflexão sobre: “ Bem aventurados os pacíficos...” – Jesus, no capítulo IX, item 9, parágrafo segundo: “ Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo perder o sangue frio e a razão. Pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir coléricos, os mais ponderados conselhos , senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências,  que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.” E mais adiante complementa: “ Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, deverá contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal, se , num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!”
            Da reflexão desse texto concluímos a importância de aprender a controlar nossas emoções e sentimentos para não avançarmos indevidamente os sinais da vida e provocarmos graves acidentes de sérias conseqüências para nós e para aqueles com quem convivemos.
            Como, necessariamente, precisamos aprender a controlar o carro e as regras de trânsito também necessitamos aprender a conduzir o maravilhoso veículo de nossa manifestação na vida material – o corpo físico e, ainda, as regras de bem nos conduzir, mesmo diante de obstáculos.
            Continuamos a nossa viagem.
            Mais adiante, o motorista imprudente estava com o carro estacionado. Ao lado dele  o policial lavrando o auto de infração. Para aproveitar os “segundinhos” atravessara o sinal vermelho.
            Felizmente nada de grave. Somente a multa educativa: pontos na carteira e um valor a ser pago.
            Porém quantas desgraças em consequência de atos como o dele: acidentes, ferimentos, limitações para o resto da vida e mortes.
            O outro motorista, assustado e encolerizado, aos poucos foi se acalmando.           Chegando em casa tomou um copo d’água para tranqüilizar mais.
            Felizmente não teve enfarto, nem AVC. Alguns têm!
            E eu...  procurando aprender a lição protagonizada pelos dois.
            Vivendo e aprendendo!