Mostrando postagens com marcador evolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evolução. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de agosto de 2023

ESCOLA DA VIDA


 

Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

 

 

         A nossa vida diária é repleta de lições que deveremos aprender para prosseguirmos em nosso caminho da aprendizagem que nos leva, gradativamente, à ampliação da nossa capacidade de sermos felizes.

         A felicidade, em nossas vidas, não é algo que possamos encontrar pronta para ser adquirida em lojas, farmácias, casas de diversões ou qualquer outro lugar material.

         A felicidade é um estado psicológico e espiritual que precisamos construir, diariamente.

         Para construirmos essa felicidade, necessitamos enfrentar permanentemente os desafios que se situam diante de nós: carência de recursos financeiros, problemas na família, doenças, perda de emprego, morte e outros.

         Desses problemas, alguns podem e devem ser resolvidos com a nossa ação consciente e previdente, outros não temos como elimina-los de nossas vidas e, então, é necessário saber como suporta-los, como, por exemplo, uma doença incurável ou a morte de um ser querido.

         No enfrentamento dessas questões, observamos que, uma pessoa vive um determinado tipo de problema e ela se desespera, se desequilibra, e mesmo tendo fugas drásticas, outra, defronta-se com dificuldades semelhantes ou piores e enfrenta-as, supera-as e, então como personalidade e espírito, se enriquece.

         Por que aconteceria isso?

         Muitas vezes as questões enfrentadas pelas duas pessoas são iguais ou semelhantes, por que são tão diferentes as reações?

         O fato ou os fatos podem ser os mesmos, mas cada um repercute diferente nas duas pessoas.

         Para algumas a perda significa perda mesmo: nulidade, anulação, desespero e revolta; para outras, perda significa ganho, experiência válida para novas realizações.

         Daí a importância e o significado de como nós, emocional, sentimental e espiritualmente reagimos diante desses fatos.

         Nesse terrível dilema, a Doutrina Espírita nos oferece instrumentos importantes para a compreensão dos problemas e as possíveis soluções.

         Essas ferramentas são o conhecimento da imortalidade da alma, o processo da evolução do espírito, a reencarnação, a lei de ação e reação.

         O conhecimento da imortalidade da alma, se não só conhecido, mas, também sentido, proporciona-nos mais tranquilidade quando às questões dolorosas  e dramáticas desta transitória vida no plano material.

Segundo o Espiritismo todos, como espíritos, fomos criados simples e ignorantes, isto é, seres não complexos e que precisavam aprender através das vivências e experiências. Então isso nos oferece a paciência e a conformidade em nossas aprendizagens, ainda que dolorosas. Esse é o evolutivo processo em que nos encontramos e não há exceção para ninguém.

Muitas vezes a ocorrências em nossas vidas parecem absurdas: a morte, a doença, a perda de bens, a diversidade das sortes, uns nascem na mais terrível miséria e outros nascem em um palácio luxuoso. Como entender essas situações?

As leis da reencarnação e da ação e reação apresentam o porque das dores e diversidade de destinos.

Cada espírito, quando reencarnamos, trazemos provas ou expiações necessárias ao nosso  aprimoramento tendo em vista a vida imortal.

Saibamos, pois, bem aproveitar as lições que a vida material nos apresenta a fim de que consigamos a Felicidade duradoura.

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

APROVEITEMOS O TEMPO



            A Doutrina Espírita  diz-nos que o espírito é criado por Deus como um ser simples e ignorante.
            Simples porque a sua personalidade ainda não é complexa, como, por exemplo, comparando a personalidade de uma criança recém-nascida e a personalidade de um adulto.
            Também no seu início é um ser ignorante porque a vivência e as experiências da vida ainda não lhe conferiram  conhecimentos na áreas intelectual, emocional e sentimental.
            De se dizer, ainda, que os aspectos: filosófico e religioso do Espiritismo esclarecem que todos os espíritos, embora criados simples e ignorantes, deverão alcançar a perfeição que o ser humano é susceptível de atingir, com o desenvolvimento das potencialidades da sua personalidade – o que lhe possibilitará  viver a plena Felicidade.
            Todavia, entre os dois pontos: simplicidade e ignorância e o completo desenvolvimento do ser, há uma longa caminhada chamada evolução, que se processa em uma dimensão que se chama tempo.
            Na convenção humana, o tempo divide-se. Alguns desses pedaços se chamam: ano, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos.
            Então, o nosso aproveitamento do tempo deve começar  pelos segundos e avançar pelos dias e...milênios.
            O foco da perfeição ainda está muito longe da nossa concepção e entendimento, mas poderemos, de forma inteligente, começar a avançar naquela direção através dos segundos, minutos, horas e outras formas de medirmos o tempo.
            Vale pensar...
            O que estamos fazendo do tempo que dispomos para ampliar a capacidade de sermos felizes?
            Os nossos segundos têm sido terrenos para plantarmos o bem para nós e para o nosso próximo?
            Os nossos minutos têm sido aproveitados para vivermos melhor, de forma mais consciente e harmônica?
            As nossas horas têm sido consideradas patrimônio para ampliarmos o nosso saber e melhorarmos o nosso viver?
            O nosso dia tem nos propiciados a compreensão e  enriquecimento das nossas emoções?
            As nossas semanas têm sido cotas de tempo que  nos permite compreender e educar os nossos sentimentos?
            Os nossos meses têm sido oportunidades no tempo para melhor compreendermos a vida em nós e ao nosso derredor?
            Os nossos anos têm sido tesouros de tempo acumulando práticas existenciais que têm  nos enriquecido em nossa forma de seres eternos e imortais?
            O Novo Ano traz-nos essas  reflexões e... desafios.
            Queremos construir a felicidade autêntica?
 Saibamos inteligente, emocional e sentimentalmente aproveitar o Tempo na sua dimensão infinita, começando por um segundo!

 Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A IMORTALIDADE DA ALMA E A SUA EVOLUÇÃO

             Meu amigo Arnaldo é uma pessoa muito inteligente e estudiosa em vários campos do conhecimento humano.
            Nosso diálogo se desdobrava em torno da existência da alma e a sua imortalidade.
            Arnaldo argumentava que a concepção de alma ou espírito é muito vaga, por conseguinte ele optava, racionalmente, por não acreditar na sua existência.
            Por coincidência ou não, naquela noite teríamos no Centro Espírita Amor e Verdade uma palestra com Manoel Luiz sobre o tema: A imortalidade e a evolução da alma.
            Convidei Arnaldo para comparecer. Ele aceitou.
            Na hora aprazada lá estávamos ouvindo:
            - A alma possui sua individualidade antes de se ligar a um corpo físico e a conserva depois de se haver separado do corpo material.
Encontramos em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação Divina e povoam o Universo.
A inteligência é um atributo essencial do Espírito.
O Espírito e a matéria são distintos um do outro, mas a união do Espírito e da matéria  é necessária para o aprimoramento do Espírito e da matéria.
O Espírito é composto de matéria quintessenciada.
Os Espíritos estão por toda parte e povoam os espaços infinitos.
Muitos deles estão ao lado das pessoas: observando-as, ajudando-as ou atrapalhando-as, de acordo com a “afinidade” que têm, nas áreas da: inteligência, sentimento, emoção e ato com elas.
Os Espíritos são uma das potencias da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para a execução de sua vontade.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e atribulações da vida corporal ( questão nº 133 de O Livro dos Espíritos)
Ele deverá sair desse estágio para atingir a perfeição que lhe é compatível, desfrutando, então, a plena felicidade.
Não há privilégio na Criação Divina, todos são criados de igual forma e devem desenvolver-se através das experiências que lhe são necessárias.
Nesses conceitos da Doutrina Espírita encontramos valores importantes para a nossa vida, em nosso viver cotidiano.
Por consequência, a imortalidade deve levar-nos a compreender melhor as limitações da vida física e valorizá-la na perspectiva de que é importante oportunidade que estamos tendo, contudo ela é apenas “um momento” de nossa vida. Isso deve ajudar-nos a diminuir o orgulho, a vaidade e o egoísmo e a estimular a justiça e a solidariedade.
Abre-se, pois, uma perspectiva de confiança, esperança, otimismo e fé em si mesmo e também na Causa Primária de todas as coisas – Deus.
Que essa visão de liberdade e evolução nos inspire, sobretudo nas horas de dor e sofrimento, a Esperança no futuro permanente e grandioso que  nos espera.
Manoel Luiz, o expositor, terminou sua fala.
À saída, no retorno às nossas casas, indaguei de Arnaldo:
- O que você achou?
- Sinceramente, não digo que já aceito a existência e a imortalidade da alma, mas estou levando muito material para minhas reflexões... quem sabe... e  pretendo continuar nosso diálogo sobre o assunto.
Despedimo-nos; eu, igualmente, pensando muito sobre o assunto.

A IMORTALIDADE DA ALMA

“ Que é o Espírito?

-          O princípio inteligente do universo.” ( Questão nº23 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)

“Em que sentido se deve entender a vida eterna?
-  A vida do Espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna a vida eterna.” ( Questão nº 153 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)
                                                        
A alma possui sua individualidade antes de se ligar a um corpo físico e a conserva depois de se haver separado do corpo material.
Allan Kardec, na codificação do Espiritismo, procurou conceituar que a alma seria o espírito ligado à matéria e Espírito quando estivesse livre do corpo físico, no entanto essa precisão de linguagem não foi acatada e hoje, na literatura espírita, usam-se os termos alma e espírito indistintamente.
Encontramos em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação Divina e povoam o Universo.
A inteligência é um atributo essencial do Espírito.
O Espírito e a matéria são distintos um do outro, mas a união do Espírito e da matéria  é necessária para o aprimoramento do Espírito e da matéria.
O Espírito é composto de matéria quintessenciada.
É difícil, no momento, conhecermos a essência do Espírito, pois faltam termos de comparação e uma linguagem eficiente.
A dificuldade para compreensão é muito maior do que a de um cego de nascença para definir a luz.
Os Espíritos estão por toda parte e povoam os espaços infinitos.
Muitos deles estão ao lado das pessoas, observando-as, ajudando-as ou atrapalhando-as, de acordo com a “afinidade” que têm, em termos de: inteligência, sentimento, emoção e ato com essas pessoas.
Os Espíritos são uma das potencias da natureza e o instrumento de que Deus se serve para a execução de sua vontade.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e atribulações da vida corporal (questão nº 133 de O Livro dos Espíritos)
Poderemos entender a expressão: “simples” como sendo o Espírito que ainda não desenvolveu as suas potencialidades nas áreas do sentimento, inteligência, emoção e ação.
Por outro lado, a qualificação “ignorante”, como sendo o estado daquele Espírito que “ainda não sabe”, que “desconhece”.
Ele deverá sair desse estágio para atingir a perfeição que lhe é compatível, desfrutando, então, a plena felicidade.
Não há privilégio na Criação Divina, todos são criados de igual forma e devem desenvolver-se através das experiências que lhe são necessárias.
Nesses conceitos da Doutrina Espírita encontramos valores importantes para a nossa vida, em sua essência, e em nosso viver diário.
A nossa imortalidade deve levar-nos a compreender melhor as limitações da vida física e valorizá-la no sentido de que é uma importante oportunidade que estamos tendo, mas ela é apenas “um momento” de nossa vida. Isso deve ajudar-nos a diminuir o orgulho, a vaidade e o egoísmo.
Ao dizer-nos que Deus criou-nos a todos de igual forma e para todos estabeleceu a meta da plena felicidade, revela-nos o Amor Supremo de Deus e  a sua Justiça para com todos os Espíritos que ele criou.
Nesse inicio comum e meta para todos, podemos encontrar os fundamentos da fraternidade e da solidariedade que deve inspirar todos os seres humanos.
Abre-se, pois, uma perspectiva de confiança, esperança, otimismo e fé em si mesmo e também na Causa Primária de todas as coisas – Deus.
Que essa visão de imortalidade, liberdade e evolução inspire-nos, em todos os momentos, a Esperança no futuro permanente e grandioso que  nos aguarda, alcançável pelo mérito de nossas realizações.