quinta-feira, 13 de julho de 2023

A AÇÃO DOS BONS

 

 Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

                                                    “A nova geração marchará, pois, para a realização de todas as ideias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado. Avançando para o mesmo alvo e realizando seus objetivos, o Espiritismo se encontrará com ela no mesmo terreno. Aos homens progressistas se deparará nas ideias espíritas poderosa alavanca e o Espiritismo achará , nos novos homens, Espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo. Dado esse estado de coisas, que poderão fazer os que entendam de se lhe opor? “ ( A Gênese, Allan Kardec, cap. XVIII – São Chegados os tempos, item 24 ).

          Ao lado de outras forças do bem, o espírita deve dar sua contribuição para a realização desse objetivo do Espiritismo: realização de todas as ideias humanitárias, apesar das dificuldades levantadas pelo egoísmo e pelo orgulho de pessoas e grupos sociais.

           Contudo, o próprio Espiritismo demonstra a possibilidade e a eficácia dessa ação, conforme preconiza o codificador: “ Digamos, antes de tudo, que os bons, na Terra, não são absolutamente tão raros como se julga; que os maus são numerosos é infelizmente verdade, o que, porém, os faz parecerem ainda mais numerosos é que têm mais audácia e sentem que essa audácia lhes é indispensável ao bom êxito. De tal modo ,entretanto, compreendem a preponderância do bem que não podendo praticá-lo com ele se mascaram.”

           Prossegue Allan Kardec, em seu comentário: “Os bons ao contrário não fazem alarde das suas boas qualidade, não se põem em evidência, donde o parecerem tão poucos numerosos. Pesquisai, no entanto, os atos íntimos praticado sem ostentação e, em todas as camadas sociais, deparareis com criatura  de natureza boa e leal em número bastante a vos tranquilizar o coração, de maneira a não desesperardes da humanidade. Depois,  cumpre também dizê-lo, entre os maus, muitos há que apenas o são por arrastamento e que tornariam bons, desde que submetidos a uma influência boa, Admitamos que, em 100 indivíduos, haja 25 bons e 25 maus; destes últimos, 50 contam que o são por fraqueza e seriam bons se observassem bons exemplos, e, sobretudo, se tivessem sido bem encaminhados desde a  infância;  dos 25 maus, nem todos serão incorrigíveis. No estado a atual das coisas , os maus estão em maioria e ditam a lei aos bons. Suponhamos que uma circunstância qualquer opere a conversão  50 porcento deles os bons ficarão em maioria e a seu turno, ditarão a lei; dos 25 outros francamente maus, muitos sofrerão a influência daqueles, restando apenas alguns incorrigíveis sem preponderância.” ( Obras Póstumas, de Allan Kardec, As aristocracias, p.298 a 299.)

          Na análise dessa questão, Kardec já indagara aos Orientadores Espirituais: “ Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”. A resposta  foi: “ Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos. Os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão. ( O livro dos espíritos, Allan Kardec, questão nº932).

         Juntamente com outros bons, os espíritas devem querer exercer influências que sobrepujem a dos maus.

         Ao lado da autoeducação, ou reforma íntima, o espírita deve participar e influenciar na sociedade em que vive, procurando levar às instituições que a estruturam os valores e normas do Espiritismo. Essa é a verdadeira e necessária participação política.

REFLEXÕES:

1.     O que fará a Nova Geração?

2.     O Espiritismo tem contribuições a oferecer para o aprimoramento da sociedade?

3.     Os bons têm condições de influenciar os maus?

4.     Você concorda com a análise percentual de Kardec na transformação da sociedade para justa e solidária?

5.     O espírita deve se preocupar apenas com a sua transformação moral pela reforma íntima?

REFERÊNCIA BILIOGRÁFICA:

1.     O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB.

2.     A Gênese, de Allan Kardec, ed. FEB.

3.     Obras Póstuma, de Allan Kardec, ed. FEB.

4.     Espiritismo e Política: Contribuições para a evolução do ser e da sociedade,  Cap. 10, Aylton Paiva, ed. FEB.

 

                                                                                                                                             

     

 

 

domingo, 2 de julho de 2023

A AÇÃO SOCIAL ESPÍRITA

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

            “Por que, no mundo, tão amiúde a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

            - Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem preponderarão.” (Q. 932 de O livro dos espíritos, Allan Kardec)

            A vivência dos princípios éticos da Verdade, da  Justiça e do Amor é uma prática individual, mas, também, necessária que seja coletiva.

            Para a implantação desses valores na coletividade há a necessidade da ação social, isto é, de ações realizadas por pessoas e instituições, o que inclui um intenso processo educacional social.

            Ao lado das Ciências Sociais, o Espiritismo tem importante contribuição, sob o aspecto filosófico, a oferecer a fim de que a sociedade humana se estruture, organize e funcione com bases na verdade, na justiça e no amor solidário.

            Em tal foco, encontramos, na questão 917 de O livro dos espíritos, os dizeres dos Mentores Espirituais que estruturaram a Filosofia Espírita: “Quando bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará  os hábitos os usos, as relações sociais.

            Pensando na possível  felicidade humana Allan Kardec indagou: “ A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que  basta para a felicidade de um, constitui a desgraça do outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?” (  Q.922 de O livro dos espíritos)

            A resposta dos Espíritos Mentores, em lúcido esclarecimento, surge com grande desafio à efetiva participação dos espíritas  para a promoção da felicidade individual e coletiva: “ Com relação à vida material, é a posse do necessário . Com relação à vida moral é a consciência tranquila e a fé no futuro.” ( grifos nossos)

            Aprofundando esclarecimentos, na questão 927 da mesma obra, adiantaram: “ Verdadeiramente infeliz o homem só o é quando sofre a falta do necessário à vida e à saúde do corpo”.

Entende-se, então, que ao lado de outras pessoas que atuam pela supremacia da Verdade, da Justiça e do Amor, o espírita deve ter uma ação social, pois deve estar atento a esses valores em sua vida e, também atuar para que se firmem na coletividade. Deve ter consciência de que todas as pessoas têm direito alimentação adequada, vestuário, habitação, educação, assistência médica, remédio, educação sanitária e lazer.

            De forma mais ampla os Mentores Espirituais alertaram: “ Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome”. Ao que Allan Kardec comenta: “ Com uma organização social criteriosa  e previdente, ao homem só por sua culpa pode faltar o necessário. Porém, suas próprias faltas são frequentemente resultado do meio onde se acha colocado.
Quando praticar a Lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e ele próprio também será melhor”.

            Como poderá o cidadão espírita contribuir para essa ordem social justa, solidária e fraterna? Iniciando por seu dever básico: o voto -  sendo eleitor consciente.  Com os critérios do Evangelho de Jesus e os expressos na Doutrina Espírita, em suas Leis Morais, de O livro dos Espíritos,  ter ação social adequada.  Na sequência, de acordo com a sua vocação e aptidão atuar  nos Poderes Políticos: Legislativo, Executivo e Judiciário em seus níveis: municipal, estadual e federal.

REFLEXÕES:

1.     Como o Espiritismo apresenta propostas para o aprimoramento da sociedade a fim de que ele se torne mais verdadeira, justa e solidária?

2.     Como o Espiritismo apresenta a possibilidade da Felicidade?

3.     Quando o ser humano é realmente infeliz?

4.     Qual o critério que o Espiritismo apresenta para uma sociedade baseada nos ensinos de Jesus?

5.     Como você pode contribuir para a ordem social mais justa, verdadeira e amorosamente solidária?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

1.     O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB

2.     Espiritismo e Política: Contribuições para a evolução do ser e da sociedade,  Cap. 10, Aylton Paiva, ed. FEB.

 

sábado, 24 de junho de 2023

O APRIMORAMENTO PELA ÉTICA ESPÍRITA

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

            Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer  suas más inclinações?

            Sim, e frequentemente fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!     (Q. 909, de O livro dos Espíritos, Allan Kardec).

            Como o Espiritismo é uma doutrina evolucionista ele revela a necessidade de aprimoramento do ser humano como condição indispensável à sua própria felicidade. Esse aprimoramento se refere tanto ao aspecto intelectual quanto  moral.

            Não há dúvida que o desenvolvimento intelectual é admirável, à vista das conquistas da Ciência e da tecnologia, todavia o mesmo não se dá com a tanta intensidade no campo da Moral. Óbvio que, nessa área, tem havido evolução, contudo, pelo próprio conhecimento das ciências, esse desenvolvimento já deveria ser bem maior.

            O empecilho à essa  evolução é o predomínio do interesse exacerbado dos gozos materiais, denominados vícios, em detrimento às satisfações nos campos da Moral, do Direito, da  Justiça, da Arte.

            A Ética Espírita aponta como o pior desses vícios o egoísmo. Esclarece que derivam dele os demais males, pois na base deles sempre se identifica o sentimento negativo. Assim, é necessário que se estude os meios para transformar o  egoísmo em altruísmo.

            O egoísta coloca-se como sendo o centro da vida e do universo. Todas as coisas e seres devem atender aos seus interesses. A pessoa egoísta não admite a igualdade, a justiça, o amor e a liberdade. Para ter seus objetivos atendidos ela não titubeia  em tripudiar o direito do próximo, de maneira individual ou coletiva.

            Refletindo sobre o seu enquistamento no ser humano, indagou Allan Kardec aos Mentores Espirituais que trouxeram a Filosofia Espírita:” Fundando-se o egoísmo no interesse pessoal, bem difícil parece extirpá-lo do coração humano. Chegar-se-á consegui-lo?

-  À medida que os homens se instruem acerca das coisas espirituais, menos valor dão à coisa materiais. Depois, necessário é que se reformem as instituições humanas que o entretêm e excitam. Isso dependerá da educação”. ( O livro dos espíritos,  Q. 914. Allan Kardec).

            A orientação é no sentido de  é que a compreensão da vida espiritual liberta o ser humano da escravidão às coisas materiais, ou seja, estas deixam de ser um fim em si mesmas para se transformarem em instrumentos do progresso espiritual.  Alertam, também, sobre a necessidade de transformação das instituições que geram e estimulam o egoísmo em instrumentos que desenvolvam o altruísmo.

            Para se alcançar tal objetivo é preciso promover a transformação,  através do instrumento da educação no seu amplo sentido, ou seja, a conscientização e a vivência das pessoas, de forma individual e coletiva, dos princípios da justiça, da igualdade, da liberdade , do amor e da caridade.

REFLEXÕES:

1.     Como poderemos vencer as inclinações ao egoísmo?

2.     Só o desenvolvimento intelectual: científico e tecnológico é suficiente para o ser humano viver bem?

3.     Por que o egoísmo é a base para outras imperfeições humanas?

4.     Como pensa e sente o egoísta?

5.     Como a educação moral poderá mudar a situação do egoísmo individual e coletivo?

REFERÊNCIA BILIOGRÁFICA:

1.     O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB

2.     Espiritismo e Política: Contribuições para a evolução do ser e da sociedade,  Cap. 10, Aylton Paiva, ed. FEB.

 

 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

LEI DA IGUALDADE

 

Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

 

            “Perante Deus, são iguais todos os homens?

            - Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas Leis para todos. Dizei frequentemente: “ O sol brilha para todos” e enunciais  assim uma verdade maior e mais geral do que pensais” ( O livro dos espíritos, de Allan Kardec, questão 803)

            “ É lei da natureza a desigualdade das condições sociais?

            - Não, é obra do homem e não de Deus.” (Idem, idem, questão 806)

            Conforme o disposto na questão 803, acima citada, perante Deus todos os seres humanos  são iguais e Deus fez suas leis para todos.

            Depois de alguns  anos após a publicação de O livro dos espíritos, a 18 de abril de 1857, seria aprovada pela Organização das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direito Humanos, em 10 de dezembro de 1948.

            Diz seu preâmbulo:

            Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz do mundo (...).

Artigo 1º - Todos os membros da família humana nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espíritos de fraternidade.

Artigo 2º -(1) Todo ser humano tem capacidade para gozar dos direitos e das liberdades estabelecida nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, ou seja, de raça, natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição.

(2) – Não será também feita  nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoas, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania (...)

            Constatamos que os conceitos lançados em O livro dos espíritos foram ampla  e profundamente reconhecidos pela humanidade, no seu mais belo texto do pensamento jurídico.

            De igual forma essa igualdade é reconhecida, no Brasil, pela Constituição da República Federativa do Brasil , de 5 de 0utubro de 1988, em seu artigo 5°.

            Embora a igualdade natural ente todos os homens, manifestada pelo Espiritismo e reconhecida no plano jurídico pela humanidade, é inquestionável a desigualdade das aptidões.

            Esclarecem os Espíritos que Deus criou todos os seres humanos iguais, no entanto, cada um vive há mais ou menos tempo, logo, têm mais ou menos experiências. A diferença entre eles reflete justamente a diversidade dos graus de experiências que já possuem e da vontade com que agem.

            Já a questão 806, da já citada obra, explica que a desigualdade das condições sociais  não é lei da natureza: ” É obra do homem e não de Deus”.      Para a Doutrina Espírita, a desigualdade das riquezas pode ser originar na desigualdade das faculdade, como também pode ser fruto da velhacaria e do roubo, como informado na questão 808 de O livro dos espíritos.

            Considerando a diversidade das faculdades intelectuais e os caracteres não é possível a igualdade absoluta das riquezas, no entanto, isso não impede  a igualdade de bem-estar.

            Afirmaram os Mentores Espirituais da Codificação do Espiritismo: “ Os homens se entenderão quando praticarem a lei de justiça” (Questão 812)

            E isso será possível  quando os direitos humanos forem respeitados pelas sociedades políticas em que o ser humano vive.

Referência Bibliográfica:

1.     O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB

2.     Espiritismo e Política: Contribuições para a evolução do ser e da sociedade, Aylton Paiva, ed. FEB.

domingo, 30 de abril de 2023

COMO ENTENDER A DESTRUIÇÃO

 


Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

            Se a regeneração dos seres faz necessária a destruição, por que os cerca a natureza de meios de preservação e conservação?

            - A fim de que a destruição não se dê antes do tempo. Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir.” Q. 729 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec).

            Os Mentores Espirituais esclareceram a Allan Kardec que a destruição pode ser entendida, também, como lei da Natureza: ... Porque o que se chama de destruição não passa de uma transformação que tem por fim renovação e melhoria dos seres vivos” ( Questão nº 728 de O livro dos espíritos).

            O Espíritos demonstraram que o mecanismo do equilíbrio entre a destruição e a conservação é possível.

             Por necessidade de alimentação os seres vivos destroem-se reciprocamente e, desta maneira, alcançam dois objetivos: equilíbrio e manutenção na reprodução e utilização da matéria que sofreria a destruição. O importante é que a destruição não se dê antes do tempo, pois toda destruição antes do tempo cria dificuldades ao progresso do princípio inteligente.

            Constatamos, então, verdadeiro jogo de forças da natureza  para, de forma sábia, manter o necessário equilíbrio entre a conservação e a destruição dos seres.

            Contudo, muitas vezes, o equilíbrio é rompido quando os seres humanos, em ação egoísta sobre a natureza, destrói plantas, animais e, mesmo humanos, de maneira inútil, cruel e desnecessária.

            Advertiram os Espíritos Superiores :”  ... Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da Lei de Deus.” ( Questão n. 735 de O livro dos Espíritos.)

            Entre as formas de destruição encontram-se os flagelos sociais. Será possível eliminar tais flagelos para evitar tantos sofrimentos às pessoas  e prejuízos para a própria natureza?

            O Espiritismo assevera ser possível , todavia, esclarece que muitos desses desastres físicos e sociais resultam da imprevidência humana.

            Há, pois, necessidade de o ser humano organizar a sociedade de forma previdente, somando conhecimentos e experiências, encontrando a solução dos males ao remover ou diminuir suas causas. Isso poderá ser feito com as contribuições da Ciência e das técnicas.

            Quanto aos eventos danosos que escapam à possibilidade de controle deverá usar sua inteligência para compreendê-los ,cada vez mais, para encontrar as soluções.

            Dentre os flagelos produzidos exclusivamente pelos humanos, destaca-se o monstro terrível da guerra. Não obstante, a Doutrina Espírita diz que a guerra desaparecerá da face da Terra (...) quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a Lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.” (Q. 743 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec.)

            A destruição e a violência não se manifestam somente de forma física e ostensiva. Mais terríveis e perigosas elas são quando se manifestam de forma sutil e disfarçada, provocando o arrasamento e a degradação do meio ambiente.

            Atualmente temos a grande contribuição da Ecologia que une diversos ramos da Ciência para encontrar as possíveis soluções.

É de se observar que face ao avanço dessa destruição e degradação do meio ambiente as Nações mais avançadas, no mundo, já revelam a extrema preocupação nos Encontros e Seminários internacionais.

Referência bibliográfica:

            O livro dos espíritos, de Allan Kardec. Ed. FEB                

            Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Aylton Paiva, Ed. FEB.

 

 

           

domingo, 23 de abril de 2023

A REPRODUÇÃO DE FORMA HAMORNIOSA

 

 

Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.bra

                “ Será contrário à lei da natureza o aperfeiçoamento das raças animais e vegetais pela Ciência? Seria mais conforme a essa lei deixar que as coisas seguissem seu curso normal?

            Tudo se deve fazer para chegar à perfeição e o próprio homem é um instrumento de que Deus se serve para atingir sues fins. Sendo a perfeição a meta para que tende a natureza, favorecer essa perfeição é corresponder às vistas de Deus.” (Questão nº 696 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec.)

            A reprodução dos seres vivos é uma lei da natureza sem a qual o mundo corporal desapareceria.

            Em sua participação na vida e na   sociedade, muitas vezes, o ser humano precisa regrar e controlar a reprodução da própria espécie e mesmo dos animais e vegetais.

            Conforme a Doutrina Espírita tudo deve ser feito para se chegar à perfeição e que o ser humano é instrumento de que Deus se serve para atingir seus fins.

            Evidencia-se, assim, que o ser humano deve ter uma participação no fenômeno da reprodução objetivando a perfeição, não confundindo isso com intervenções científicas que visem única e exclusivamente o benefício material, seja do lucro fácil ou da satisfação de interesses egoísticos.

            Em sua participação cidadã ou política na sociedade, o espírita não pode perder de vista o aspecto ético ou moral da questão, pois tudo o que embaraça a natureza em sua marcha é contrário à lei de Deus, porém será válida a ação humana que, usando a inteligência, vise disciplinar, harmonizar e concorrer para o aperfeiçoamento do homem, dos animais e das plantas.

            Portanto o espírita, em sua atuação nos diversos segmentos da sociedade, deve buscar ações que promovam o equilíbrio da humanidade, bem como da natureza como um todo, pois: “ tudo se deve fazer para chegar à perfeição e o próprio homem é um instrumento de que Deus se serva para atingir seus fins (Kardec, O livro dos espíritos, questão 692).

Encontramos em O livro dos espíritos, desde 1857, com sua publicação, as leis Morais que devem reger o equilíbrio ecológico em nosso maravilhoso planeta: a Lei de reprodução, a Lei de conservação e a Lei de destruição, em sua Parte Terceira – Das leis morais.

É de se concluir que, atualmente, os desequilíbrios impostos pelo homem à natureza, conforme, também, princípio espírita da lei de ação e reação, impõem catastroficamente os efeitos: aquecimento global, chuvas torrenciais, degelo nos polos, secas em regiões antes férteis.

Contudo, Deus dotou o ser humano de inteligência e livre arbítrio que devem ser usados para preservar a si mesmo e a Vida Planetária.

Referência bibliográfica:

            O livro dos espíritos, de Allan Kardec.

            Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Aylton Paiva, Ed. FEB.

Referência bibliográfica:

            O livro dos espíritos, de Allan Kardec. Ed. FEB                

            Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Aylton Paiva, Ed. FEB.

 

 

                                                                                                      

sexta-feira, 7 de abril de 2023

O VALOR DO TRABALHO

 

Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

 

            “ O trabalho é lei da natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.” ( Questão 674 de O livro dos espíritos).

            Assim é considerado o trabalho na Filosofia Espírita, não é apenas uma atividade que se exerce para ganhar dinheiro e aumentar os gozos que a vida material pode oferecer.

            Na questão 675, da citada obra, os Mentores Espirituais informam: “...o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho”.(grifo nosso)

            Portanto o trabalho se impõe ao ser humano por ser consequência da sua própria natureza corpórea. Ele pode ser um instrumento de expiação, mas essencialmente é um meio de desenvolvimento da inteligência e da moral.

            Vivendo neste mundo material, para satisfazer suas necessidades básicas: alimentação, segurança e bem-estar, o homem  tem que trabalhar, o que  impulsiona ao progresso intelectual. Assim, o trabalho é importante meio de participação no mundo em que vive, e, especificamente, na sociedade de que faz parte.

            Ao trabalhar o homem cria e, consequentemente, torna-se um agente altivo do supremo Criador; revela-se um cocriador dentro da vida. Independentemente da sua natureza, o trabalho traz em si mesmo a dignidade que deve ser respeitada, jamais servindo de motivo à humilhação ou exploração.

            É como pessoa e Espirito imortal que o ser humano está sujeito ao trabalho. Este deve servir para que ele se desenvolva intelectual e moralmente e, consequentemente, desenvolver a sociedade.

            Essa é a visão espírita do trabalho é, também, a visão cristã. Constitui postulado da Doutrina Social Espírita e da Doutrina Social Cristã.

            Conclui-se, pois, que o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho, afastando assim, moralmente, toda forma de exploração do ser pelo trabalho para  satisfazer o interesse econômico. A pessoa jamais poderá ser reduzida a “instrumento de trabalho”.

            A civilização cria muitos tipos de trabalho, nenhum dele, porém, poderá servir como meio de exploração do homem com o objetivo do lucro, nem ferir sua dignidade como ser humano. Quando isso acontece, surge a pobreza e a marginalização, evidenciando  flagrante injustiça social.

            A dimensão social e espiritual do homem não pode ser inibida quando ele estiver trabalhando. O trabalho  é seu instrumento de progresso social, intelectual e espiritual É necessário componente na sua dinâmica evolutiva.

Referência bibliográfica:

            O livro dos espíritos, de Allan Kardec.

            Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Aylton Paiva, Ed. FEB.